segunda-feira, 23 de maio de 2011

Pra salvar seu coração

 A sensação na web é: A banda mais bonita da cidade.
            O clipe da música “Oração” – inusitado – até agora teve quase 2 milhões de acessos em uma semana.
            Quem ainda não viu, pode ver agora:



            Repito: é inusitado, simplesmente porque é fofo, é meigo, é uma canção de amor na mais pura essência.
            Isso me lembra aqueles festivais gloriosos de MPB. Prova disso é que tanta gente boa saiu de lá!
            Assim como quem gosta, há quem não goste. A banda mais bonita da cidade também recebeu muitas críticas pelo Youtube. Li uma tão mal humorada que ficou engraçado, dizia mais ou menos assim: “...é tanta melação, tanta doçura, que um diabético poderia morrer ouvindo essa música...”.
            Eles produziram um clipe despretensioso com uma canção simples, de poucos versos, um mantra, cheio de intenções puramente ligadas ao amor, uma oração a Deus.
            Não é confuso, é simples.
            Aquela reunião de pessoas fala de qual amor?
            O vídeo começa com um rapaz solitário, apaixonado, quase um trovador e se desenrola na imagem do amor fraterno, da união entre amigos.
            O amor é mesmo e somente uma figura de linguagem.
            E tem mais gente que se envereda por este caminho. Artistas como: Thiago Pethit, Vanessa da Mata, Ceu, Tiê, sem esquecer o lendário Teatro Mágico e da saudosa Legião Urbana.
            Seria Woodstock voltando?
            Seria uma revolução contra os movimentos “Restart”, “aê eô”, “chão-chão-chão”?
            Eu gosto disso, gosto daquilo também! Como diz a música do clipe: ...coração não é tão simples quanto pensa, nele cabe o que não cabe na dispensa.
            Sejamos maleáveis queridos, sejamos críticos também. Essa é a única medida racional obrigatória.
            Quem tem convicções demais, tá por fora. Mas poucos são os que sabem usar recitências. No fim das contas, permita-se.
             

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Querido diário...

                Ultimamente tenho me sentido meio perdida no tempo. É muita informação simultânea e olha que nem sou tão velha.
                Culpa desse saudosismo eterno que me faz olhar meio atravessado o presente? Não. Sei reconhecer que o mundo hoje tem suas maravilhas, mas parece que o passado, a infância, sempre nos resgata a algo melhor, mais verdadeiro.
                Parece que hoje as pessoas não tem mais história pra contar, tudo se resume a um suspiro e fim. É vida e morte agora, sem tempo pra mais nada.
                Um pequeno exemplo... o Twitter é o assassino confesso da boa leitura ao invés de ser uma ferramenta complementar, que exercite o poder de síntese também necessária (às vezes).
                Na escola a gente aprendia muito com a literatura, se apaixonava por personagens que viviam romances mais duradouros que uma noite ou tinham existências mesmo que simples, dignas de uma filmagem hollywoodiana. Hoje, quem conta uma grande história em 140 caracteres, é rei.
                Não há mais o lapidar das palavras, o cuidado em tomar merecidamente o tempo de quem te lê.
                Isso também vale para o cuidado ou falta dele, ao falar com quem te ouve. Pensar rápido demais nos faz trocar um “como vai?” por um “vai se fuder”. Dizem...
                Também há pressa demais pra se tornar um profissional exemplar ou basicamente querer ganhar o salário do outro, sem esforço, sem construir a própria história. Queremos ser o mentor sem antes ser aprendiz.
                O brasileiro especificamente já tem um pé nessa de querer pular as mazelas da história pra sair no lucro, graças à famosa lei de Gerson. Saudoso Gerson... que o diabo o tenha.
                É óbvio que comparar a vida adulta com a infância sempre será melhor Alessandra! Claro, mas eu não falo apenas da falta de responsabilidades em ser criança e a chatice em ser adulto, eu falo em como era “muito ótimo” conviver com os mais velhos naquela época, em como era bonito pensar “não vejo a hora de fazer 18 anos” ou então “quando eu crescer, quero ser médica”.
                Me imaginar uma adulta era tão gratificante que, um final de semana com meus avós na fazenda, era o melhor turismo do mundo. Hoje, quem sou eu sem um cruzeiro cheio de putas e viados? Não é preconceito com o mundo atual que me sorri com dentes de chumbo, eu só gostaria de poder ler, ouvir, sentir várias histórias e não me limitar a um estilo. O estilo rapidinho demais, superficial demais, impessoal demais.
                Esse frenesi me reprimi e me sinto em falta com o mundo. É difícil encarar de frente tanta coisa desnecessária (obrigatória) e ter que fazer a politicamente correta.
                Por isso eu ando de saco cheio de tanta gente, de gente que nem é mais gente. De gente que desenha um quadrado e imagina que é redondo, porque desenhar o círculo é mais difícil que se enganar.
                Lógico que eu também quero um pouco de vida fácil, de prazeres e prazeres. Mas eu não quero só isso. Só aceito um amigo interesseiro se ele vier com interesses, interessantes. Mais palavras, mais história, com capítulos de alegrias e tristezas. Depois disso o resto será síntese, quando no alto dos meus 90 anos eu pouco conseguir falar, mas do convívio com meus netos eu não abriria mão e por eles, ah... por eles eu viveria no Twitter sintetizando uma vida, VIVIDA.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Somos todos inadequados

Eu jamais conseguiria escrever um texto por dia, aqui pro blog. Primeiro porque o cunho não é jornalístico e segundo, porque não tenho tempo. Preciso de tempo pra não usar de sinceridade verdadeira demais. Aquela que “pá”! Vem e pronto.
A gente fala que as pessoas usam de pouca sinceridade hoje em dia, mas, eu contesto essa afirmação. Uma afirmação de sinceridade hoje em dia, é a resposta que as pessoas dão ao estresse que sentem. A pressão constante revela a sinceridade genuína, fisiológica do ser humano.
A resposta ao estresse (uma espécie de sujeito oculto) é direcionada a outros sujeitos (não ocultos) que talvez nem façam parte da história. Sabe aquelas coisas de “o marido chega em casa, louco e bate nos filhos”? É quase isso.
Mas se a gente sai dessa esfera sociológica e passa ao campo espiritual, enxergamos tudo de um jeito diferente ou pelo menos essa é a proposta. O não julgar o erro do outro, a grosseria do outro, e perdoar, é um ato em favor de si mesmo, conforme todo mundo já ouviu falar. Isso se dá porque talvez sejamos agentes indiretos ou até super indiretos dentro do incompreensível caos de alguém. Mas se passasse um filme da nossa vida, você poderia perceber que de alguma forma participou de um momento que contribuiu para agravar o estresse dessa pessoa, há uma semana, um mês ou um ano atrás e por isso, hoje você passa pelo mesmo fardo, para compreender a dor do outro. Aí mora o erro em julgar o vizinho, enquanto poderíamos encarar a dor como aprendizado e perdoar a falha alheia. Mas aí os pragmáticos falam: cadê o existencialismo? Quer dizer que eu bato na cara de alguém mas quem leva a culpa é outro?
Não. Não vejo assim. Vejo que, quem não toma a situação difícil como aprendizado, só dá continuidade ao ciclo de sofrimento. É preciso pagar o mal, com o bem. Parece absurdo? Pra alguns sim mas, também faz sentido, não há como negar. É um pensamento até que lógico.
Quem já teve experiências mais próximas com Deus, em se permitir tentar viver essa relação de insistir em amar sinceramente, apesar de tudo, como diria Carpinejar, consegue entender com mais clareza essa paga que o amor fiel pode oferecer.
Eu, Alessandra, só queria pedir uma coisa: não pensem por favor, que este é um texto com bases sob qualquer religião, pois não é. Eu escrevi este texto pois estamos na semana da Páscoa e também, porque na semana passada descobri que alguns perfis do Facebook “não estão pra amizade, é só pra curtir”. Achei a expressão inadequada, como bem me disse um crente fanático que via crianças dançando uma música boba e em seu íntimo rogava uma praga na Ivete Sangalo.
Se eu fosse escrever, passar pra frente tudo que me acontece, muitos “vai tomar no cu” já teriam pesado por aqui e isso, sinceramente, isso sim é inadequado.

Uma provocação aos estressados estúpidos, aos crentes fanáticos e aos que nada tem a ver com isso ou pensam que não tem. 

domingo, 17 de abril de 2011

Cultura não é o que dizem por aí

"Cultura é tudo aquilo de que a gente se lembra após ter esquecido o que leu. Revela-se no modo de falar, de sentar-se, de comer, de ler um texto, de olhar o mundo. É uma atitude que se aperfeiçoa no contato com a arte. Cultura não é aquilo que entra pelos olhos, é o que modifica seu olhar" 


sábio... José Paulo Paes







Cultura não é o que dizem por aí

"Cultura é tudo aquilo de que a gente se lembra após ter esquecido o que leu. Revela-se no modo de falar, de sentar-se, de comer, de ler um texto, de olhar o mundo. É uma atitude que se aperfeiçoa no contato com a arte. Cultura não é aquilo que entra pelos olhos, é o que modifica seu olhar" 


sábio... José Paulo Paes







terça-feira, 12 de abril de 2011

Quem não ajuda, atrapalha

Pra mim, há muito tempo não existem novas referências artísticas, novos nomes, personagens do mundo que deixariam legados.
Na escola conhecemos pintores, músicos, escritores, personagens da história que marcaram suas épocas porque eram bons no que faziam e mais, agregavam significados ao trabalho ou simples modo de vida.
Hoje não temos mais referências artísticas de nada, sobre nada. É deprimente.
Somos meros joguetes da cultura de massa e fim?
Na verdade da verdade, essa imagem distorcida e quase ofensiva à obra de Da Vinci, cairá bem na sala da minha casa.


O consumo pelo individualismo é o foco na sociedade atormentada, turbulenta, que se debate por não saber o que quer, nem de longe, nem de perto.
E a Monalisa, tornou-se apenas Mona - se pá, já tem o funk da Mona.
Se a criação dos meus filhos (quem sabe?!) se basear na biografia do Steve Jobs... enfim... deixa pra lá!


quinta-feira, 31 de março de 2011

quarta-feira, 30 de março de 2011

terça-feira, 29 de março de 2011

quinta-feira, 24 de março de 2011

Primeira tira


Clique na imagem para ampliar.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Alessandra parece estar offline

Esse negócio da “era das mulheres fortes”, já deu no saco né?
            Minha mãe me ensinou que ser uma mulher forte antes de qualquer coisa, é se respeitar e respeitar os outros nas mínimas coisas, de uma forma que todos possam crescer (juntos ou separados) antes de qualquer posição social ridícula. De acordo com a revolução feminista que se arrasta até hoje, a cereja do bolo é outra.
            Conheço mulheres que por terem um bom emprego, boa qualificação profissional, mandarem nas contas da casa ou andar com um carro da moda, se acham mais atraentes ou atrativas.
            Elas vão pra cima em todas as relações, porque tem a força! Essa força que apaga logo quando o escuro vem?!  Justamente por que estão sozinhas? Poder que desagrega, não é poder, é medo maquiado. Antes só que mal acompanhada? Correto também! Mas e daí...? E o resto fora o glam? E o final dessa história? Vai ser assim a vida inteira?
            Um dia eu admirei muito essa ascensão feminina, esse trono conquistado por méritos próprios e não, por benefícios da história, como acontece com o homem (sexo masculino).
            Estatisticamente falando, não sei quanto dessas mulheres já perderam a mão ou o tom da conversa, por serem invasivas demais, agressivas demais, homens demais.
            O que era pra ser algo bom pra contar aos netos, virou modismo estúpido.
            Eu, por exemplo, estou feliz com a vida que tenho hoje: um bom trabalho, um lugar decente pra morar, estudei e posso estudar, tenho lazer, afeto... penso que só me falta um carrão pra abalar o Bangu de vez.
            Tive uma ideia! Vou fazer uma rifa pra levantar grana, daquelas rifas que tinha na quermesse do bairro, naquela quermesse onde minha mãe ensinou coisas importantes, como comer vorazmente frango com a mão mas, não limpar a gordura na roupa.  
             

segunda-feira, 14 de março de 2011

Devassa juniores x Putanas masters

    A moderação e o equilíbrio são essenciais para uma vida saudável.
                Li isso numa embalagem de chocolate. É!
                Quem consegue comer chocolate como um passarinho? Quem tem equilíbrio pra tanto?
                O ser humano tem mesmo esse negócio de gostar de viver no fio da navalha. Tanto é que poucos suportam a rotina do dia-a-dia. A constância que é a mentora do equilíbrio, sufoca.
                Nem felicidade constante o ser humano suporta. Uma vez, um amigo comentou comigo sobre um psicólogo que estudou esse fenômeno absurdo e constatou que 3 dias de felicidade contínua é o suficiente pra pensarmos que deve tá acontecendo algo errado.
                Até a madre Sandy resolveu colocar mais sal na sopa do convento e dizer pro mundo que não é aquela menina recatada, comportada, de vida perfeitamente administrada e sem rasuras – isso, como garota propaganda da cerveja Devassa.
                Mulheres discutem a relação, homens pulam a cerca, garotas beijam outras por curiosidade, jovens não se contentam com nada.
                No fundo, estamos patologicamente carentes, porque escolhemos viver no mundo do “hoje sim meu amor, amanhã talvez e depois, quem sabe”?!
                Enfim, toda teoria é ridícula quando a pauta é “gente”, mas eu gosto de pensar sobre o assunto.  Tomara que o dia em que eu e minha latinidade também resolvermos ser devassas pra valer, o mundo ainda não tenha acabado. Até lá, eu vou distraindo minhas neuras com vinho e foda-SE.
               
                

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

E quem sabe?

            É dos canalhas que elas gostam mais.
            Verdade ou mentira?
            Quem souber responder de forma descritiva, merece “o” prêmio!
           
            Isso tá passando pela minha cabeça desde que uma pessoa muito querida, próxima a mim, não entende porque o seu relacionamento de quase 5 anos, foi pro brejo.
            Como alguém que se dedicou tanto à relação, de uma forma tão digna e bonita, conseguiria aceitar de forma racional o fim do casamento, sem grandes justificativas?
           
            Eu já vi acontecer com várias pessoas, na vida real ou na ficção. Aliás, todo mundo já presenciou esse tipo de situação, muitas vezes, “revoltante”.
            Será que essa coisa de desgostar de quem é bom, correto, carinhoso, fiel, não está ligada à falta de amor próprio de quem abandona? Da ideia inconsciente de não merecer algo tão bom!?
            Ou então... da filosofia que nos mostra a latente pulsão de morte dentro de cada um de nós, na mesma proporção da pulsão de vida? (tenso!)
            Será por que o outro tem que se sentir importante participante na relação, se vendo como um emissor agente e não apenas um receptor afetivo?
            Talvez porque inevitavelmente vivemos na era do descarte?
            Ainda existe a possibilidade do amor ter apenas acabado. E fim.
           
            É mais doloroso não saber a resposta que aceitar o fim da relação. É preciso um motivo para matar a esperança.

            Se alguém tiver uma resposta para o dilema, comente aqui.
            

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Bomba de efeito moral

Nada é mais repugnante do que a maioria, pois ela compõe-se de uns poucos antecessores enérgicos, de velhacos que se acomodam, de fracos que se assimilam, e da massa que vai atrás de rastros, sem nem de longe saber o que quer.


Johann Goetche


Fim.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Grande Irmão!? Tá, senta lá.

    O livro 1984 escrito por George Orwell é uma profecia cumprida.
                Quem leu o livro e assiste Big Brother também tem essa certeza.
                Essa cooooisa da observação velada, da falta de privacidade, do monitoramento do comportamento alheio para fins escusos, era um futuro próximo na mente de George.
                O livro, aliás, tem como personagem principal o Grande Irmão, que faz exatamente o que a Globo faz com todas as pessoas que estão dentro da casa do Big Brother.
                O programa cria situações para obter determinado resultado, que gere audiência, obviamente.                           
                O Grande Irmão, tramava contra todos os civis. É o jogo do poder. Ele conduzia o rebanho pela opressão. A Globo conduz pela opressão também. Opressão a quem não é rico num país de pobres.
                A morte era o vilão mor na história do Grande Irmão. No BBB também é.
                Estamos rodeados de mortos vivos, aos montes. Gente que sequer abriu os olhos - pra enxergar.