quarta-feira, 13 de maio de 2009

Poema sobre minha mãe



O poema é a forma de expressão que não se repete.
São versos que falam de sentimentos, desdobráveis, infinitos, sentidos em bossa ou não.

Um poema nos faz sentir tudo de novo aquilo que nunca sentimos.
Nos faz apreciar o passado de tal forma que o futuro se torna apenas: futuro.

É a saudade presente, vestida de todas as cores a quem puder enxergar, vestida de noiva a quem puder receber, liberta para ir, vir, fugir e voltar a quem puder respeitar.

O poema prefere os olhos à boca, a largura da alma à pequenez da língua e seus músculos que deixam o paladar pra depois.

Todo poema é sempre diferente, frouxo e íntimo, imerso em mão-dupla, possibilidades e impossíveis.

Poemas são poemas porque o amor nunca acaba.
Ponto.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Cada um é muita gente

Com certeza a frase do poeta será eternizada, mas como numa sina profética, seu significado se perderá no tempo.
Ser muita gente hoje em dia é estar sujeito às vontades do outro, dos outros! É viver a liberdade mais ilusória do universo, onde não somos células singulares e sim, bolhas tão impressionantemente belas quanto frágeis.
Para ilustrar melhor o que digo, viajo um pouco pra dentro de mim.

Desde criança, gostei de escrever, fosse poesia ou as didáticas dissertações.
Encontrava num papel e lápis, acalento pra minha alma, como numa amizade sincera e tantas outras formas de vida.
Cheguei até ganhar prêmio de poesia, por sorte, talento ou intervenção divina, não sei rs... só sei que fui crescendo e me deparando com um mundo diferente do costumeiro. Um mundo que exigia, negava e permitia ao mesmo tempo, como num jogo, onde quem sempre ganha é perdedor.
Passei anos da minha vida sem terminar um texto de acordo com a intenção inicial. É como se todos os livros que eu li, todas as conversas que tive, todas as sensações que passaram por mim estivessem guardadas num baú, como coisas antigas que não se usam mais.
Nesse meio tempo, fiz uma faculdade da moda, vesti uma roupa da moda, usei uma gíria da moda. Todas as modas passaram e eu fiquei!
Às custas de muito esforço eu tento me livrar deste pluralismo viciante para me reconectar com a solidão do bem, chamada: eu.
O poeta se foi e com ele toda poesia.
Vá com Deus, enquanto o diabo fica com a gente aqui na terra.


segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Todos os servos são deuses distraídos com as coisas do mundo

A história conta que: os egípcios quando morriam e iam de encontro aos deuses, eram obrigados a responderem duas perguntas.
Você encontrou alegria em sua vida?
Você levou alegria às outras pessoas?
Se a resposta fosse não para alguma das perguntas, a entrada no paraíso divino era negada.
Viver é mais que levar os dias por obrigação e menos que levá-los como uma festa sem fim.
Eu imagino algo como sentir o cheiro das rosas todos os dias, sempre como a primeira vez. Mas esses “jeitos de ver a vida” nem importam tanto.
Neste começo de ano, aceite o convite a refletir sobre sua vida e como é importante quem você é. Esta última é a forma bonita de cuidar da vida do outro, sabendo que, quem você é, é muito importante pro mundo.
Embora seja contraditório, não se preocupe em parecer tão inteligente e útil à sociedade, porque diante dos outros e do que eles esperam de nós, apenas 5% da nossa capacidade de relacionamento está ligada ao teor do que dizemos, 70% é como nosso corpo se prostra ao outro e 25% ao jeito como as coisas são ditas.
Tente nunca perder a fé e o amor pela vida, mas se isso acontecer, fique atento aos milagres que acontecem todos os dias, como um abraço, um chamado a participar dum mundo surreal, onde as pessoas se amam, simplesmente porque se amam e nisso, encontram alegria.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Baseado em fatos reais


O tráfico de drogas deixou de ser um negócio do submundo.As barreiras para a compra e venda foram vencidas, o poder paralelo foi estabelecido! Há muita oferta e fácil acesso.A sociedade está repleta de pais tomados de culpa pela ausência na vida dos filhos e por isso os “dá” liberdade demais, cedo demais. Perigo?! Crescer sem saber o valor de se “conquistar” o direito de ir e vir.A liberdade de hoje é produto de consumo.Cada vez mais cedo, jovens usam drogas, tanto pela falta de estrutura moral, como pela necessidade fisiológica da fusão de grupos na adolescência. É o ontem e o hoje que se misturam de forma desordenada e isso torna praticamente impossível fazer um jovem rir da Sarah Pallin ao invés de uma geladeira voadora.Pesquisadores apontam que a adolescência se estendeu. Hoje, ela pode ser percebida até os 29 anos, para ambos os sexos. Pior que isso é notar que muitos destes “adolescentes” já tem filhos adolescentes de até 15 anos. É um ciclo (ou circo) triste e feliz ao mesmo tempo, onde tudo é normal e absurdo.É fato que o sistema capitalista condiciona o social a esse cárcere histórico, agora, se o poder público não é capaz de anular o mal que há nas drogas, pelo menos deveria amenizar o sofrimento de pessoas que não sabem fugir dele (posologia assistida e menos violência).A discriminalização dos ilícitos talvez seja uma saída, já que nossa polícia é corrupta e murro em ponta de faca dói.É como acontece com as cotas para universidades: REZAR UMA NOVENA PARA QUE SEJA UMA BOA PALIATIVA E REZAR UMA TREZENA PARA QUE UM DIA A MEDIDA EFETIVA CHEGUE.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Duas pedras de gelo para a filosofia pura


“Num determinado domínio dos seus conhecimentos, a razão humana possui o singular destino de se ver atormentada por questões, que não pode evitar, pois lhe são impostas pela sua natureza, mas às quais também não pode dar respostas por ultrapassarem completamente as suas possibilidades. Cai nessa perplexidade, não por sua culpa. [...]Todavia, logo se apercebe de que, desta maneira, a sua tarefa ficará sempre inacabada, porque as questões nunca se esgotam. Por conseguinte, vê-se obrigada a refugiar-se em princípios que ultrapassam todo o uso possível da experiência e, não obstante, estão ao abrigo de qualquer suspeita, já que o senso comum está de acordo com eles”.

Foi exatamente assim que Immanuel Kant criou conceitos de moral e ética. Com mais dúvidas, do que certezas sobre o que estava fazendo (embora ele pensasse o contrário).Cercado de questionamentos, o homem se vê acuado em seus próprios tormentos. Tormentos que foram culturalmente nutridos por uma moral primitiva, algo que sempre existiu mas, nomeada de outra forma.A Guerra Fria foi estendida por anos, porque duas formas de governo não poderiam coexistir. O socialismo soviético era o avesso da decência do capitalismo americano.Por não saber lidar com o argumento desconhecido, se inicia a guerra de egos, onde cada um mata primeiro a si mesmo. A oportunidade de agregar conhecimento é deixada de lado, posto que é mais cômodo deleitar-se no êxito de um, que, no sacrifício por todos.Disputas religiosas em prol de um Deus que prega a paz. As doutrinas já foram fundamentadas em uma legislação ética e moral por parte do homem, por isso tantas tragédias, tantos absurdos justificáveis.A cor da pele diferente, o amor por alguém do mesmo sexo, o cabelo pintado de laranja. Todos foram e continuam sendo objetos ardentes no campo da ética e da moral e porque não, dos “bons e velhos costumes”. Aqueles velhos costumes vindos de uma caverna onde um homem arrastava sua mulher pelo cabelo, apoiado por todos os outros homens que acreditavam conjuntamente, que essa seria a forma correta de se tratar uma esposa, quem sabe...Talvez o simples fato de não poderem gerar um ser idêntico à sua imagem, fosse algo temeroso. Pobrezinhos, eles fazem parte, são os pais! Mas como fugia à capacidade intelectual da época, termino este comentário por aqui.Agora, e os preconceituosos convictos de hoje em dia? Que desculpa dar?Que não tracem seus caminhos em nome da alienação, crueldade e desamor. Amém!
Trecho extraído de: Crítica da Razão Pura. Kant, Immanuel

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Ouro de tolo


No Brasil, defeito não é ser negro, homossexual ou mãe solteira. Defeito no Brasil é ser pobre.
É como se o brasileiro não agüentasse mais se projetar no outro, ver sua figura no outro, e não sabendo lidar com isso (talvez por falta de coragem) entra num processo de negação.
A nova ordem de discriminar abertamente a pobreza, segue firme com aval do capitalismo selvagem, onde ser é ter, ter é poder, poder é ter, ter é poder, poder é ter e vice-versa.
É como uma bola de neve que vai atropelando os que se encontram na descida.
Nada contra os benefícios do mundo moderno. Tudo contra os malefícios.
Para começar, ninguém deveria trabalhar o tanto que se trabalha hoje. Nossas famílias não precisam de tanto e na essência, o que precisam, dinheiro nenhum pode comprar.
No país mais católico do mundo, chega a ser engraçado esse desprezo aos mais humildes. De fato a espiritualidade está fora de moda, visto que o Papa veste Prada (mas o pior é o que não é visto, o que não é feito).
Pare, pense, pergunte-se: Por que eu corro tanto?
Hoje em dia corre-se muito, o tempo todo e tantas vezes, nem se sabe pra onde, pra que...
Você almeja a diretoria da empresa?
O carro novo?
O computador de última geração?
De uma coisa você pode ter certeza, numa corrida, uma hora você cansa, seu corpo não suportará mais e a miséria será revelada, quando tudo que foi conquistado neste mundo, ficará pra trás.
Quando aprendemos a dividir, não aprendemos apenas a viver, mais que isso, aprendemos a dar vida.
Quando aprendemos a dividir... exceto, ricos de pobres.

sábado, 4 de outubro de 2008


É possível haver duas verdades sobre um fato lógico?
O jornalismo atual diz que sim.
Muitos já devem ter visto ou lido algo sobre a prisão do piloto de Fórmula Indy, Hélio Castro Neves. Para quem não sabe, ele foi detido nos Estados Unidos acusado de fraudar impostos federais naquele país e sonegá-los de 1999 a 2004.
Até aí, tudo bem! (Afinal estamos falando de um brasileiro).
O pior da história é você ligar no Band News e ficar sabendo que o piloto pagou o equivalente à astronômica quantia de R$ 32 milhões de reais como fiança. Um dia depois, vejo em outro telejornal que ele desembolsou apenas R$ 450 mil reais.
TÁ! É DEMAIS PEDIR UM POUCO DE CLAREZA? Parafraseando André Petry em sua última coluna na Veja, quando refletia sobre o governo e as escutas telefônicas.
Entendo que o tal furo de reportagem ajuda a diferenciar jornais bons e ruins, e aí mora o perigo. Num erro, pensando estar indo bem, um veículo de comunicação pode estar indo mal, muito mal.
Notícia confiável não se consegue em um dia. Cadê aquela conquista diária, semanal ou mensal que havia entre veículos e leitores?
Estamos virando prostitutas mal pagas e os noticiários, UMA ZONA.

sábado, 20 de setembro de 2008

Cultura? É um canal de TV?


O que vocês acham do governo lançar um “vale TV a cabo”? Afinal, é artigo de primeira necessidade se falando de sobrevivência.
Se plugar na TV aberta, em qualquer horário e encontrar um bom programa, é lenda!
Telejornais são manipulados pelos donos do poder, as novelas perderam a habilidade de contar histórias, os programas infantis desapareceram e a maioria dos humorísticos aderiram à luta no gel.
Pior que pagar para poder assistir TV, é você entrar numa livraria e descobrir que um livro custa R$ 238,00. Sim! R$ 238,00. Livro de um fotógrafo brasileiro, Sebastião Salgado que por força da razão e da emoção, deveria ser conhecido e valorizado primeiro por seu povo, depois, lá fora. Mas como aqui tudo é ao contrário, o povo continua assistindo futebol e achando que essa é a única alegria que podemos ter.
É isso aí Brasil il il il il.
(Como reclamar da imagem brasileira tosca e permanente pelo mundo a fora? Certas coisas fazem eco).

sábado, 13 de setembro de 2008

Para cada abraço, 10 novos produtos


Essa é a nova lei da gravidade, originada pela gravidade dos excessos.

Parece redundante mas, lutar contra as barbáries do mundo moderno está virando uma lei já que tratados não existem mais.
Sobre todas essas leis que regem o mundo físico e biológico, sempre achei Darwin um estúpido, no entanto, desconfio também que estúpidos somos nós.
Quase todas as pessoas que conheço dedicam grande parte de seu tempo a descobrir como ser melhor que os outros. Uns tentam chegar no topo mais alto, outros tentam se manter nele.
Seja pra conseguir status ou poder, nas sociedades ocidentais principalmente, isso é tido como estímulo ao sistema capitalista, gerando indivíduos para competitivos e preparados para o campo de desafios e inovações instantâneas onde todos podem ter sempre mais.
Mas por que ninguém está satisfeito, nunca?
Isso é coisa do bicho-homem ou do homem-bicho?
Freud explica, porque Darwin... só complica.

domingo, 7 de setembro de 2008

Você sempre tem escolha


Tentar realizar um sonho é a forma mais sincera de agradecer à vida.
É uma espécie de muito obrigado pelo dom recebido dos céus.
Você pode querer ser jogador de futebol, plantador de flores, médico, engenheiro, garçonete, criador de cachorros ou nada disso.
Quantas vezes você já deve ter se perguntado: o que eu quero pra minha vida?! Eu tenho certeza que foram muitas.
Para alguns a resposta vem com pressa, para outros só o tempo a fará madura. Talvez você tenha de passar por muitas chuvas, verões, invernos, outonos, tempestades, para um dia, chegar a florada ideal.
Uma forma de aliviar nossa angústia é ver que o Lula ainda está na dúvida se realmente é político, o Dunga, se é realmente treinador de futebol, o Latino, se realmente é cantor, a Mulher Melancia, se realmente é uma mulher...
A caminhada pode ser longa, e nesse meio tempo nos cabe ter responsabilidade, perseverança e amor para poder chegar, porque o mais importante não é o destino e sim o percurso da caminhada. O status da sua realização, pouco importa, ele é apenas uma parte do que você foi, a parte do que você é, o universo se encarrega de mostrar.
As pedras do caminho podem ser atiradas ou podem ser ajuntadas, a escolha é sua.
Preocupe-se com o que você é, não com o que você tem.
Pedras duram para sempre, a maioria das outras coisas, o tempo corrói.

Alessandra Rossi
(26 anos, publicitária até o km 977)






domingo, 31 de agosto de 2008

ONU. G8. As duas piadas mais curtas que já ouvi.


Enquanto o mundo está em polvorosa por causa dos biocombustíveis e políticas antiterrorismo, a África ameaça desaparecer do mapa.
É engraçado como as lideranças se empenham tanto em “buscar melhorias para um mundo” onde, as pessoas não fazem parte como beneficiados. Nem só de avanços vive o homem!
Às vezes é preciso parar, voltar, repensar e ressentir certas coisas, rever prioridades que sustentam a necessidade de se eleger lideranças.
Grande parte do mundo já vai bem, digamos razoavelmente bem e, não necessitam de atenção exclusiva, 24h, 366 dias por ano. Mais uma vez, estamos sendo injustos, e digo que SOMOS injustos porque nós mesmos permitimos que rascunhos de políticos estejam no poder.
Assim como eu, muita gente não entende porque esses grupos defensores dos direitos humanos e ativistas para up econômico, não elaboram planos de desenvolvimento a médio e longo prazo para o continente Africano. Concordo que seria tão ou mais desgastante quanto lidar com a economia do mundo ocidental. A África é regida por governantes ditadores, tribos e povoados genuinamente selvagens e relutantes a mudanças que ultrapassem seu modo de vida.
Mas no meio dessa guerra entre ignorância e ignorados, existem milhões de seres humanos que precisam de apoio emocional, incentivo educacional e proteção cidadã. Não vejo a ONU encabeçar esse tipo de movimento, muito menos o G8 – grupo dos 8 países mais desenvolvidos e ricos do planeta.
Por que não levar desenvolvimento para a África instalando fábricas que empreguem mão de obra primária? Por que não fazer dessa oportunidade, ferramenta para incutir a cultura do ensino dentro desses povoados? Por que não utilizar esse fato para conquistar a governança Africana, como um convite vip para o mundo moderno?
Eu não sei a resposta, mas sinto cheiro de egoísmo no ar. Aquele mesmo que gerou a escravidão, que gerou o preconceito e que, sem querer, gerou corredores vitoriosos.
Para ser africano, é preciso fôlego.

domingo, 3 de agosto de 2008

Hum

Um pouco história um pouco chão.
Um pouco quilombo um pouco alemão
Um pouco Patrícia um pouco Carlão.
Um pouco canoa um pouco balão.
Um pouco piada um pouco paixão.
Um pouco carinho um pouco limão.
Um pouco irritada um pouco jargão.
Um pouco princesa um pouco canhão.
Um pouco você um pouco sermão.
Um pouco alegria um pouco televisão.
Um pouco balé um pouco baião.
Um pouco de cada um, um muito de cada não.

Qual era o título mesmo?


São seis da manhã e ainda está escuro.
O que te preocupa hoje?
Uma conta? A prestação do carro? A faculdade do filho? A chatice da sogra? O mau humor do chefe? Ou nada disso...
Ta certo que nossos dias não são fáceis, pra ninguém, aliás. Mas ficar martelando situações desgastantes os torna ainda mais difíceis.
É engraçado como o essencial ainda, continua sendo, invisível aos olhos.
O pequeno príncipe e sua imensidão na alma continuam eternos.
Talvez esse seja o segredo: ser pequeno por fora e grande por dentro.
Querer ter menos, ser mais.
A vida é tanto, será que ninguém vê?


domingo, 15 de junho de 2008

O sentimento não trai

No mundo de hoje, temos todas as coisas possíveis, no entanto, sempre sozinhos.
Há os que fingem não viver essa realidade, os que fingem amor, os que forjam amizades verdadeiras. O mundo virou um inferno onde cada um está destinado a pagar pelos seus pecados.
Pecados que se constituíram com o tempo, na história que mostra homens na busca pelo poder, pelo dinheiro e que, foram se afastando de coisas muito mais importantes como a lealdade, a honestidade e o progressismo coletivo.
Eu não sei se os capitães de antes se sentiam tão insatisfeitos com o que viviam, com o que tinham ou se estavam insatisfeitos por fingir ter algo que não tinham.
Talvez muitos padres já não fossem tão padres para aliviar as dores do mundo.
É tudo tão confuso que me perco até de mim mesma, porquê de tantos outros, já me perdi. Me perdi por obrigação, por amor próprio, por impaciência, por dignidade, por indignidade.
Sabe que, às vezes eu fico pensando em porquê as coisas acontecem dessa forma. Porque as pessoas são tão distantes, porque os laços se desfazem com tanta facilidade, porque o amor é difícil de vingar...
Não consigo entender. Eu desisto de achar respostas diretas, objetivas e concretas, talvez a magia da vida seja essa, viver sem saber o que é viver!
Esta é uma resposta pragmática e óbvia, portanto, não leve em consideração.
Leve em consideração outras coisas, um sentimento, quem sabe... por mais abstrato que seja, é o mais concreto que pode existir, é tudo aquilo que realmente podemos nos apoiar.

Um beijo, me liga... mas liga meeesmo!


sábado, 31 de maio de 2008

Ensaio da cegueira

Mais uma parte

Quando seu cavalo tinha tudo pra ganhar e ele perde, os dividendos começam a se contabilizar, um a um como num livro de Stephen King.
Pior que pagar por isso é não saber ao certo como lidar com o sabor amargo da decepção. Para essa não é possível somar os prejuízos e programar uma data pra que termine, vá embora, assim como veio.
A decepção vai além do bolso, vai além do conquistar com o trabalho, ela nos toma como um vírus que nos faz adoecer ou então prefere ficar encubado durante tempos, esperando o momento oportuno de aparecer e destruir com as possibilidades de uma nova tentativa de confiança, de uma vida saudável.
Percebemos que a partir daquilo, nós não estamos mais auto-imunes a essa triste doença.
Assim, já não vemos mais graça em corridas de cavalos, em torcer, em apostar, em acreditar.
E pra isso não existe cura imediata, mas existe tratamento, para alguns demorado, para outros, doloroso.
Passe a duvidar de você, não dos outros.
Às vezes, criamos deuses dentro de nós, como na Mitologia Grega: tão saudosos quanto imprevisíveis. Ou ainda, talvez uma mera ilusão que a gente insiste em fazer verdade.
Esse é o preço que se paga por sermos tão ausentes de nós mesmos e tão presentes no Olimpo.